DISCO DA SEMANA – RAULZITO E OS PANTERAS

O Long Play do último domingo (31/01/2010) apresentou um disco histórico. Um disco que apesar de ser o primeiro de uma imensa discografia de muito sucesso, foi, e é, pouco conhecido da maior parte dos roqueiros brasileiros. Muitos já ouviram até falar sobre ele, mas poucos tiveram a experiência e o privilégio de o colocar na vitrola e degustá-lo por inteiro.

Estamos falando do LP “Rauzito e os Panteras”. Um disco especial por ser a primeira gravação do pai do rock nacional: Raul Seixas. E mais especial ainda pelas suas particularidades. Ele é totalmente diferente de tudo o que Raul gravou nos álbuns posteriores. Talvez por isso é que tenha vendido tão pouco em sua época de estréia, e só depois do auge do sucesso de Raul é que tenha sido reconhecido e reeditado.

Nós do LONG PLAY (Bernini e Nice), somo um pouco suspeito para falar sobre a obra de Rauzito,e ainda mais para falar sobre sua importância e influência para seus contemporâneos e posteriores.

Mesmo assim reconhecemos e admitimos uma certa estranheza ao ouvir o disco que lançou Raul na carreira musical, ainda acompanhado por Carlos Eládio na guitarra, Mariano Lanat no Baixo e Carleba na batera, por ser um som muito destoante do que, posteriormente, viria a ser o pai do RockBR.

Eu, a princípio, até que gostei um pouco do som, mas para ouvi-lo esporadicamente, já que julguei-o bem enjoativo. Algumas faixas se salvam, isso é verdade. É o caso de: “Brincadeira”; “Você ainda pode sonhar” (construida sobre a melodia dos Beatles); “Me deixa em paz”; “Trem 103” e a minha preferida “O Dorminhoco”.

Já a Nice, achou o disco chato por completo!

No disco de vinil lançado pela primeira vez, a gravação é no sistema mono, e a data do selo é 1967, porém na capa a data é 1968. Isso aconteceu porque o disco foi prensado no final de 1967 e lançado no início de 1968.

Foi pouco tempo depois, em 1984, que a gravadora EMI/ODEON possibilitou aos “raulseixistas” a chance de conhecerem o LP “Rauzito e os Panteras”, graças à uma reedição do vinil pelo selo, coisa que voltaria a acontecer em 1989, ano da morte de Raul.

Essas duas versões do álbum já foram lançadas com gravação Estéreo, o que melhorou sutilmente a qualidade sonora do Long Play.

Para o Programa tivemos acesso à versão de 1989, que faz parte de meu acervo pessoal.

Não podemos esquecer que a “poesia” de Raul está impregnada no disco, jé que é ele quem assina oito das 12 canções do disco. Um disco um tanto romântico, visivelmente influenciado pelos Beatles, com dedilhados e tons de psicodelismo.

Vasculhando a Web, encontramos algumas opiniões sobre o álbum. Opiniões sobre as quais também temos opiniões:

 

Fantomas disse…

Mesmo assim, é um disco muito fraco. Esperava melhor!

    * Ora!?. Como esperar algo de um primeiro LP? Geralmente se espera algo de um segundo, terceiro ou quarto, já que se tem um trabalho inicial para comparar. Não há possibilidade que julgar o primeiro tomando por base o segundo. (a não ser que seja uma corrida de F1)

Jabberwocky disse…

Ouvi este disco só uma vez, mas de facto não há qualquer comparação com “Krig-Ha, Bandolo!” (1973), “Gita” (1974) ou “Há 10 Mil Anos Atrás” (1976). Os dois primeiros então são qualquer coisa de extraordinário.

    * Concordamos. Não há comparação possível. Além do mais, “Raulzito e os Panteras” não é Raulzito. Há mais que um,e portanto, mais que um pensamento, ao contrário dos disco posteriores do Raul, que não estava preso a qualquer “mentalidade de banda”.

ZP disse…

Falta etiqueta “Beatles em Brasil”

    * De fato!. No entanto, tendo por referência a época em que o disco foi originalmente lançado (1967), não havia a necessidade de qualquer etiqueta demonstrando a influência dos Beatles sobre esse álbum. Afinal, nessa época, todas as bandas do planeta queriam ser os Beatles. E, inclusive, os ouvintes queriam bandas como os Beatles. Portanto, a etiqueta “Beatles no Brasil” está na sonoridade do disco.

 Neste programa, além do LP “Rauzito e os Panteras”, também foram tocas as seguintes músicas…

 

Another Brick in the Wall (I, II e III) – Pink Floyd

Lucy in the sky with diamonds – The Beatles

Condição – Lulu Santos

Eu era um lobizomem juvenil – Legião Urbana

Chameleon – Creedence

Filha da Puta – Ultraje a Rigor

Construção – Chico Buarque

Flores Astrais – RPM

Todo mundo explica – Raul Seixas

Música Urbana – Capital Inicial

Música Urbana 2 – Legião Urbana

A verdade a ver navios – Engenheiros do Hawaii

Débil Metal – Mamonas Assassinas

Fala – Secos e Molhados

Por quase um segundo – Cazuza

Ovelha negra – Rita Lee

We are the champions – Queen

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