Humberto de Almeida e sua paixão pela coleção de vinil

Imagine um cara que desde a infância acompanha tudo que acontece no mundo da música. Procura não perder nenhum momento.

Essa paixão pela música levou o vendedor Humberto de Almeida a outra que o persegue até hoje, em tempos de internet, download e MP3: o disco de vinil
.
Ele passou a gostar dos bolachões em 1967, quando lançamentos de álbuns históricos dos Beatles, Rolling Stones e Bee Gees inauguraram um hobbie que perdura há mais de 40 anos.

De tudo um pouco

Humberto se considera de gosto eclético e transita pelos mais diversos estilos como pop, rock, MPB, samba,  na sua coleção com mais de três mil discos.

“Eu ouvia rádio desde os cinco anos de idade. Mas comecei a comprar discos com 15 anos. Isso em 1967. Esse ano inclusive foi um marco no rock psicodélico para conjuntos como Rolling Stones, que lançou Their Satanic Majesties Request, e Beatles com Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Teve o lançamento do Are You Experienced?, do Jimmi Hendrix. Foi um ano muito marcante”, recorda.

Mas para ele o xodó de 1967 não era psicodélico, mas sim pop: Idea, do Bee Gees. “Esse foi o álbum que realmente me marcou naquela época”, frisa.

O disco inaugural da coleção de Almeida foi comprado numa loja da Galeria Marquezine, na Rua Sergipe. O prédio que hoje não existe mais ficava ao lado do edifício Tókio.

“Depois teve outras lojas como as dos Irmãos Santos. Tinha o Elídio, da Londrisom, que até hoje está na ativa”, cita.
Humberto ressalta que amizades surgiram pela afinidade com a música com os vinis entre frequentadores das lojas de discos. Ele cita duas, já extintas, consideradas redutos dos amantes da música: a Footloose Discos, na Rua Sergipe esquina com Duque de Caxias, e a Oásis Discos, no Centro Comercial, na Rua Piauí.

“A Oásis (que depois se chamou Jardim Elétrico Discos) era realmente um ponto de encontro. Ali se reunia uma galera para conversar sobre literatura, arte, mas principalmente música. Ttrocava-se discos raros, emprestava para amigos ou mesmo fazia gravações”, ressalta.

Em busca de raridades

As viagens para São Paulo para garimpar raridades e novidades é outra nuance do amante dos discos de vinil. Visitar a Galeria do Rock e outras lojas do gênero era rotina para Humberto desde os anos 70.

Ele conta que a primeira vez que ouviu Neil Young foi andando ao acaso pelas ruas da capital paulista.

”Ouvi uma gaitinha e entrei na loja para conferir que som era. `Neil Young´, disse o cara atrás do balcão. Nunca me esqueço. Estava com o dinheiro contado para comer e pegar o ônibus para Londrina. Quando vi os dois discos, entre o lanche e os LP´s, não pensei duas vezes. Voltei com fome”, brinca, frisando que depois virou fã de Neil Young.

Mas a maior sina do colecionador é vender parte ou todos os discos numa altura da vida. Humberto vem se desfazendo do seu acervo aos poucos. É nesse momento que outro colecionador pode completar sua discografia com alguma raridade que chega a custar até R$ 1 mil.

“São as ´moscas brancas´. Raridades. Eu tive um disco chamado Quando o Carnaval Chegar, do Chico Buarque, que vendi por R$ 500,00. Hoje estou me desfazendo, mas pretendo recomprar parte amanhã. A vida de colecionador de discos é assim. Isso faz parte”, finaliza Humberto.

Um comentário

  1. estol com 126discos vinis quero vendelos em perfeito estado completo te ate disco duplo de 1963 a 1990 rok, samba,lambada,tema de novela ,romanticas e atc 021 3339-6080 bruno se entereça preço a combinar

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s