I Feira do Vinil e Afins de Rio Claro ocorre neste fim de semana no Centro Cultural

Vivian Guilherme

Os vinis estão de volta e talvez nunca estiveram longe. O fato é que os discos de vinil viraram moda em um tempo em que o MP3 lidera nos ouvidos jovens.

Foi há mais de 60 anos que os discos de vinil, ou LPs, ou ainda, bolachões surgiram. E, apesar de velhinhos, são eles os sobreviventes a tanta tecnologia, deixando no chinelo as fitas de rolo, fitas K7 e até mesmo os “compact discs” (para os íntimos, CDs). Muito vem se comentando na mídia sobre um retorno dos discos de vinil.

E essa “nova” tendência é confirmada pelo comerciante Carlos André Ferreira da Silva, que ainda apresenta vinis em suas prateleiras. Segundo ele, a venda dos discos tem sentido um crescimento. “Tenho percebido um aumento na procura de discos. Na verdade, o disco nunca deixou de ser vendido, tem sempre alguém procurando. Antes eram apenas audiófilos e colecionadores, hoje percebo um novo público buscando informações sobre discos, jovens de 15 a 25 anos procurando vinis de MPB, black music e samba rock”, comenta.

Como explica o comerciante, foi essa procura que o motivou a organizar, junto a Rogério Jazz e à Secretaria de Cultura, uma feira específica para isso.

A I Feira do Vinil e afins de Rio Claro acontece neste final de semana, dias 18 e 19, das 10 às 18 horas, no Centro Cultural Robert Palmari, com entrada gratuita.

Além de expositores de Rio Claro, o evento contará com cerca de dez lojistas da região, como Piracicaba, São Carlos e Americana. O diferencial fica ainda para um estande exclusivo com equipamentos de som, vitrolas, agulhas etc.

O espaço estará disponível tanto para venda e compra de LPs, compactos, EPs, CDs, DVDs, VHS, toca-discos, tape-decks, como para troca de produtos.

“Quem coleciona pode também levar o que tem para trocar ou vender”, esclarece Carlos.

Para o comerciante, que também é colecionador, os vinis têm um diferencial em relação aos CDs, possuem um formato físico rebuscado, com arte detalhada, informações técnicas completas e uma sonoridade inigualável: “Os graves e os agudos são muito melhores do que de outras mídias”, salienta.

Os vinis relembram os tempos áureos da música e de um tempo que ela era, também, arte visual. A unanimidade é que os discos carregam uma beleza em sua forma que, além do destaque para as letras impressas nos encartes, também foram veículos para que muitos artistas plásticos surgissem fazendo arte em capas de discos.

 

 

 

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